quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Pacientes lotam corredores do maior hospital do RN à espera de cirurgias ortopédicas

Sessenta e uma pessoas estão nos corredores do Walfredo Gurgel — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi
Sessenta e um. Esse era o número de pessoas internadas nos corredores do Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade do RN, nesta quinta-feira (1º), segundo confirmou a direção da unidade. Cerca de 23 aguardavam por uma cirurgia ortopédica. A superlotação acabou deixando pelo menos oito ambulâncias presas no local, por causa das macas que foram usadas como leitos improvisados nos corredores.
O problema aconteceu porque os pacientes recebidos pelo Hospital Walfredo Gurgel, e que precisam de cirurgias ortopédicas, normalmente são encaminhados para o Hospital Memorial, através de uma parceria com o Governo do Rio Grande do Norte e a Prefeitura de Natal. Porém, os pagamentos do convênio estão atrasados.
De acordo com a unidade, o executivo estadual não efetua o pagamento há três meses, enquanto o atraso nos repasses da prefeitura chega a seis meses. A dívida já está na casa dos R$ 2 milhões, afirma a unidade. Com isso, o número de transferências caiu em 70%.
Segundo a assessoria do Walfredo Gurgel, a fila de espera dos pacientes para as cirurgias já ultrapassa o número de duas mil pessoas em virtude dos atrasos nos repasses.
A Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou que enquanto o Hospital Memorial não faz os procedimentos cirúrgicos, vai disponibilizar material e reforçar a equipe médica do Walfredo Gurgel para tentar diminuir a superlotação.
Segundo a Sesap, pela ausência de documentos e informações do município de Natal, o termo de compromisso entre os entes públicos não foi finalizado. Dessa forma, a pasta afirmou que tem recursos, mas não tem um instrumento contratual que avalize o repasse. A secretaria afirmou que procurou o Ministério Público para encontrar um mecanismo, junto à Justiça, que dê o aval à transferência.

Fonte: G1 RN

Horário de verão tem início à 0h de domingo em 11 estados

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A partir da zero hora do próximo domingo (4), os brasileiros de 10 estados e do Distrito Federal devem ajustar os relógios para dar início ao horário de verão. O horário adiantado em uma hora em relação ao horário normal ficará em vigor até a meia noite do dia 15 de fevereiro de 2019.
Os estados afetados são: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e o Distrito Federal.
O Ministério de Minas e Energia explica que as regiões Norte e Nordeste não adotam o horário de verão, porque a hora adiantada é mais eficaz nas regiões mais distantes da Linha do Equador, onde há uma diferença mais significativa na luminosidade do dia entre o verão e o inverno.
Nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, os dias de verão são mais longos. O objetivo é estimular as pessoas e as empresas a encerrarem as atividades do dia mais cedo, a aproveitarem a iluminação natural e evitar que equipamentos eletrônicos sejam ligados para reduzir o consumo e a demanda energética no horário das 18h às 21h.
O ministério explica que no período também há aumento da temperatura e consequente aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado, o que neutraliza o impacto no sistema elétrico.

Horário voos

Com o início do horário de verão no próximo fim de semana, a Infraero informou que os aeroportos da rede nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste funcionarão de acordo com o horário especial.
A empresa recomenda aos passageiros que, em caso de dúvidas sobre os horários de voos, entrem em contato com as companhias aéreas.

Enem

No próximo domingo, será realizada a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. O Ministério da Educação divulgou diferentes horários de abertura e fechamento dos portões nos locais de provas. Confira os horários em cada estado.

Moro aceita convite para ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro

Moro aceita convite para ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro
O juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro e será o ministro da Justiça. O anúncio foi feito por Moro, em nota. “Após reunião pessoal, na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite”,afirmou.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou o nome de Moro no ministério. “Sua agenda anticorrupção, anticrime organizado, bem como o respeito à Constituição e às leis será o nosso norte”, escreveu o presidente eleito. Em suas redes sociais, Bolsonaro anunciou a fusão das pastas da Justiça e da Segurança Pública.
Sergio Moro ficou cerca de uma hora e meia com o presidente eleito. Ao sair da reunião, acenou para as pessoas que se aglomeravam em frente à casa, mas não deu entrevista.
O juiz lamentou abandonar 22 anos de magistratura. “No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Para ele, na prática o cargo significa “consolidar os avanços contra o crime e a corrupção e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”.
Segundo Moro, a Operação Lava Jato continuará em Curitiba. “Para evitar controvérsias desnecessárias, devo, desde logo, afastar-me de novas audiências, acrescentou.
Natural de Maringá (PR), Sergio Fernando Moro, além de magistrado é escritor e professor universitário. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná. É juiz federal desde 1996, com especialização em crimes financeiros.
No julgamento do mensalão, Moro auxiliou a ministra Rosa Weber, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja a íntegra da nota divulgada por Sergio Moro:
“Fui convidado pelo Sr. presidente eleito para ser nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Apos reunião pessoal, na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba, com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”.
Agência Brasil.