terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bancos públicos continuam em greve no RN; privados reabrem

Do G1 RN


Os bancários privados decidiram encerrar a greve no Rio Grande do Norte e as agências particulares reabrem as portas nesta terça-feira (27). Já nas agência públicas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste, a paralização que já dura 21 dias vai continuar. Foi o que ficou decidido nesta segunda-feira (26) em assembleia realizada pelo sindicato da categoria no estado.

Durante a assembleia, representantes das agências particulares decidiram aceitar a proposta de reajuste de 10% proposta pelos bancos, enquanto os servidores dos bancos públicos rejeitaram a orientação do Comando Nacional dos Bancários que já sinalizava para que a proposta fosse aceita.

A greve dos bancários alcançou uma adesão de 80% no RN. Das 184 agências do estado, 181 chegaram a suspender os serviços. Os bancários pedem reajuste salarial de 32% e a contratação de mais funcionários.
 
Reajuste salarial de 10%
A última proposta apresentada pela Fenaban foi de reuste salarial de 10%, aplicáveis aos salários, benefícios e participação nos lucros, além de correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os bancos aceitaram também abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas.

Assim, após a volta ao trabalho, os bancários irão compensar, no máximo, uma hora por dia útil, até o dia 15 de dezembro.

Inicialmente, os bancos ofereceram um reajuste de 5,5%, enquanto os bancários reinvindicavam uma correção de 16% nos salários.

"A nova proposta da Fenaban, apresentada no 19º dia da greve, significa a manutenção do modelo que vinha sendo colocado em prática nos últimos anos, de reposição integral da inflação mais aumento real e abono parcial dos dias parados", informou a Contraf, em nota.

Em 12 meses, até setembro, a inflação acumulada chegou a 9,77%, segundo o IPCA-15, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A greve da categoria entou nesta segunda-feira em seu 21º dia. Durante a paralisação, mais de 12 mil das 22.975 agências instaladas no país chegaram a fechar as portas para o público.

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